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Critica – X-Men: Fênix Negra

X-Men: Fênix Negra…Dedicar um filme todo para uma história que já vimos anteriormente seria uma boa saída para encerrar essa fase dos mutantes mais famosos do mundo nos cinemas?

SINOPSE: Jean Grey começa a desenvolver incríveis poderes que a corrompem e a transformam em uma Fênix Negra. Agora, os X-Men precisam decidir se a vida de um membro da equipe vale mais do que todas as pessoas do mundo.

Em uma resposta rápida, poderia dizer que para os fãs, é uma boa forma de encerrar as pontas soltas nessa franquia que passou por uma “soft reboot” em “X-Men: Primeira Classe”, e conseguiu trazer boas ideias, mesmo que executadas de maneira rasa. É perceptível uma boa melhora com “X-Men: Dias De Um Futuro Esquecido”, com viagem no tempo, ótimos momentos envolvendo atores da primeira trilogia com suas versões “jovens”. Novamente, temos aqui boas ideias, algumas bem executadas, outras nem tanto.
Vou fazer o favor de pular “X-Men: Apocalipse” para que ninguém tenha de lembrar do ponto mais baixo dessa franquia, e chegamos em “X-Men: Fênix Negra” com uma sensação curiosa: já vimos essa história antes, obviamente com alguns desfechos mais “decisivos” na primeira versão, mas mesmo assim, fica aquele questionamento recorrente durante às quase duas horas de filme que é “precisávamos mesmo desse filme?”.

Para um público mais “macro”, ou seja, não aquele que acompanhou os últimos filmes, e iludido pela ideia de que por se tratar de uma filme de “quase origem”, é um filme “assistível”, mas com a sensação de “datado”.
De uma mesma forma que temos aqui alguns bons efeitos especiais, enriquecendo a história que está sendo contada, temos também momentos risíveis, com efeitos muito datados e mal executados.
O roteiro carrega boas ideias, mas novamente, o que parece ser o legado “X-Men” nos cinemas, carrega junto muita execução mediana – para tentar ser um pouco mais “simpático” com as ideias aqui apresentadas.

Tecnicamente falando, o filme deixa a desejar ao tentar entregar uma dramaticidade que não é bem conduzida pela limitação de sua protagonista – apesar de muito esforçada, Sophie Turner está longe de ser uma atriz com profundidade suficiente para trabalhar as camadas que o diretor tenta apresentar para sua versão de Jean Grey/Fênix Negra.
Como já mencionado, temos algumas “amarras” para pontas soltas nos filmes anteriores, mas nem tudo acaba tão bem quanto poderia.

Um fim melancólico para um grupo de personagens muito interessante, que merecia algo mais digno para seu legado no cinema.

Se eu recomendo? Sinceramente, não. Temos opções melhores ainda em cartaz, logo mais teremos a estreia de mais um filme do “Homem-Aranha” e outros blockbusters que podem divertir mais e garantir uma sensação de “melhor investimento” que esse filme.

AH! Não tem cenas pós-créditos não, OK?

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About Marcus Silveira

Candango de nascença, gaúcho de criação, nosso responsável por cinema é um amante do horror e ficção científica. Sobreviveu a “Jogos Mortais”, conseguiu se manter quieto em “Um Lugar Silencioso” e está pronto para quantas “Guerras Infinitas” surgirem pelo caminho! Viciado em cinema desde quando teve a chance de assistir ao primeiro filme do Batman, com os anos descobriu que queria aprender mais sobre a sétima arte e que falar sobre isso seria sua missão! "Luz, camera, informação!" (mas, sem spoilers!)

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