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Critica – Vingadores: Ultimato

Passados onze anos desde seu princípio, o universo cinematográfico da Marvel precisava aparar algumas arestas, finalizar algumas histórias para começar a contar outras. Será que Vingadores: Ultimato é o “fechamento” digno para mais de uma década de histórias?

SINOPSE: Após Thanos eliminar metade das criaturas vivas, os Vingadores têm de lidar com a perda de amigos e entes queridos.

Como dito logo acima, são mais de dez anos de histórias sendo contadas para que pudéssemos chegar nesse ponto: a Marvel conseguiu finalmente criar um vilão “perfeito” – OK, OK, tem o Loki… Mas digamos que o Thanos é realmente um “Vilão” com “V” maiúsculo, único no seu modo de ser e agir, e que realmente sacrificou tudo por sua causa própria – conseguiu tirar do chapéu uma reviravolta de eventos e situações inimagináveis – alguém realmente imaginou que teríamos tantas baixas como as que foram mostradas em Vingadores: Guerra Infinita? – e trouxe de volta a sensação mais “real” de acontecimentos épicos.

É difícil imaginar algo tão grande quanto o que a Marvel construiu em onze anos desse seu universo cinematográfico, com vinte e um filmes lançados até chegarmos na conclusão de um arco principal – derrotar o invencível Thanos – e dos inúmeros mini arcos apresentados para cada um dos personagens até então – e aqui, a Marvel consegue se superar ao dar importância tanto para protagonistas quanto para os ótimos coadjuvantes que colocou em cada um de seus filmes.

As três horas de duração são justificadas exatamente para dar espaço a todos os personagens que temos em tela, bem como mostrar cenas de ação ainda mais épicas do que as que vimos em Vingadores: Guerra Infinita.

É impossível citar todos os aspectos sensacionais do filme sem dar algum spoiler, logo, me restrinjo a dizer que todos os fãs da Marvel, sem exceção, são de alguma forma atendidos: temos referencias claras aos quadrinhos, referencias aos primeiros filmes do universo cinematográfico, até mesmo piadas com as teorias feitas nesses onze anos de filmes.

Vejo como uma missão árdua o que os próximos filmes do universo da Marvel tem para enfrentar, uma vez que Vingadores: Ultimato entrega uma experiência muito acima do que poderíamos esperar e até mesmo ter, levando em conta que o termo “formula Marvel”, muitas vezes usado de maneira jocosa, é uma referencia clara e direta a “filmes divertidos, engraçados e coloridos”, e o que os irmãos Russo conseguiram entregar aqui é uma versão 2.0 dessa formula, onde tons escuros e drama pode ser inserido e agregar ainda mais para essa formula de sucesso.

É claro que o sucesso não é de uma perfeição absoluta: temos durante o segundo ato do filme uma quebra no ritmo e algo próximo de Thor Ragnarok acontece: comédia sem “limites” toma conta e quase que esquecemos por que estávamos soluçando a poucos instantes atrás. Não é ruim – principalmente para quem gostou de Thor Ragnarok – mas é meio deslocado dentro do que estávamos assistindo até então.
Um breve resumo é: os dramas que são apresentados em Vingadores: Guerra Infinita possuem mais camadas e agregam muito para o que já foi mostrado, a comédia ganha novos tons e algumas vezes exagera, mas no fim, temos o melhor filme que a Marvel poderia entregar.

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About Marcus Silveira

Candango de nascença, gaúcho de criação, nosso responsável por cinema é um amante do horror e ficção científica. Sobreviveu a “Jogos Mortais”, conseguiu se manter quieto em “Um Lugar Silencioso” e está pronto para quantas “Guerras Infinitas” surgirem pelo caminho! Viciado em cinema desde quando teve a chance de assistir ao primeiro filme do Batman, com os anos descobriu que queria aprender mais sobre a sétima arte e que falar sobre isso seria sua missão! "Luz, camera, informação!" (mas, sem spoilers!)

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