blog, Filmes

Critica – MIB: Internacional

Chegamos ao quarto filme da franquia MIB – Homens de Preto, e o primeiro sem contar com a dupla que aprendemos a gostar. Será que a mudança de ares, direção e elenco podem trazer frescor a franquia?

SINOPSE: Por décadas a agência MIB : Homens de Preto protegeu a Terra da escória do universo, mas agora precisa lidar com a maior das ameaças: um traidor, justo quando a agência torna-se internacional. É neste contexto que M (Tessa Thompson) tenta se tornar agente, já que teve uma experiência extraterrestre quando jovem e não teve sua memória apagada. Quem irá auxiliá-la nesta jornada é o atrapalhado agente H (Chris Hemsworth).

Encurtando um pouco a resposta: funciona, em partes… E pra ser sincero, em poucas partes, infelizmente.
A dupla formada por “M” e “H” funciona pela boa química que os atores já demonstraram ter fora das câmeras – Tessa Thompson e Chris Hemsworth já contracenaram juntos em Thor Ragnarok  – mas cansa depois de um tempo, com um personagem sendo mais “racional” e outro mais “emoção” (para não dizer logo “bobalhão”).
Temos na direção Felix Gary Gray, conhecidos por dirigir diversos vídeos de RAP e ótimos filmes como A Negociação (sério, assista!) e Straight Outta Compton (outro filme que merece ser assistido) e o duvidoso Velozes e Furiosos 8 (diverte, mas em termos de qualidade…).
Digamos que aqui ele tenta ser mais “amigável” com o público, e esquece um pouco que esse mesmo público que já acompanha a franquia pode encarar umas piadas e soluções menos infantis.
A mudança da franquia para Europa não chega a ser algo que agregue muito: muitas das cenas de ação e tomadas externas não aproveitam o real potencial das locações, gerando até mesmo questionamento de “afinal, eles realmente foram para todos aqueles lugares?!”.
Temos diversas situações que soluções absurdamente convencionais acontecem, desmerecendo acontecimentos e tirando aquela sensação de “conquista” que os personagens poderiam ter caso o roteiro tivesse contribuído um pouco mais.
O humor depende muito do carisma de “H”, que pode não agradar todo mundo.

“Mas nada se salva?”
Eu diria que o filme é meio “OK” em todos os aspectos, mas poderia ser algo melhor levando em conta as ideias que apresenta e não aproveita.

É difícil indicar o filme por alguns motivos:
É indicado para o público infantil? Não necessariamente, uma vez que é razoavelmente longo e não encanta tanto quanto outros filmes em cartaz.
É indicado para os fãs da franquia? Não creio, uma vez que não aprofunda muito do que já sabemos sobre a agencia, os novos personagens apresentados são “rasos” e fica aquela sensação de “cadê o Will Smith?”
É indicado para quem quer só ver um filme e comer pipoca? Até pode ser, mas levando em conta as outras opções que logo entrarão em cartaz (Rei Leão, Anabelle 3…), pode ser que seja uma opção a ser deixada de lado.

Facebook Comentários

About Marcus Silveira

Candango de nascença, gaúcho de criação, nosso responsável por cinema é um amante do horror e ficção científica. Sobreviveu a “Jogos Mortais”, conseguiu se manter quieto em “Um Lugar Silencioso” e está pronto para quantas “Guerras Infinitas” surgirem pelo caminho! Viciado em cinema desde quando teve a chance de assistir ao primeiro filme do Batman, com os anos descobriu que queria aprender mais sobre a sétima arte e que falar sobre isso seria sua missão! "Luz, camera, informação!" (mas, sem spoilers!)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.