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Critica – Godzilla 2 Rei dos Monstros

Começa o período de férias de verão nos EUA e os grandes blockbusters começam a chegar aos cinemas. Muito aguardado, Godzilla vem com a responsabilidade de ser um dos mais aguardados no momento. Será que consegue superar as expectativas?

SINOPSE: Em “Godzilla 2”, acompanhamos as consequências da última batalha entre os monstros gigantes  na Terra,  a criação da agência criptozoológica Monarch e como o mundo está lidando com a nova realidade de “titans” podendo vagar entre nós.

A sensação que tive na metade do filme foi estranha: já tínhamos encarado uma virada na história, tínhamos mais incertezas do que certezas sobre como os problemas seriam resolvidos, mas algo me dizia que já tínhamos visto o melhor que o filme poderia oferecer.
E essa sensação é péssima, levando em conta que é um filme com pouco mais de duas horas de duração, com grande elenco, trilha sonora que revista as músicas clássicas dos filmes antigos… mas, ao final do filme, constatei que a sensação não estava errada. Infelizmente.

Apesar de termos um elenco bem interessante, com o retorno do ótimo Ken Watanabe como  Dr. Ishiro Serizawa , que defende “Gojira” como defensor do planeta Terra, e apresentando uma família que foi atingida diretamente pelos acontecimentos do primeiro filme, digamos que falta um pouco de química para que possamos de fato comprar as situações que o elenco “humano” passa.
A condução da história oscila entre o previsível e o “bobo”, já que algumas situações apresentadas parecem direcionadas para o público infantil – que pode não gostar do filme exatamente por ser longo demais e com os “monstrinhos” não muito carismáticos na tela, ao contrário do que vimos em “Detetive Pikachu”, que segue sendo uma opção melhor para levar os pequenos ao cinema.
Os monstros, que poderiam de fato roubar a cena, vagam na tela de maneira um tanto displicente, sem causar o mesmo impacto que tivemos no primeiro filme. São poucos os momentos em que realmente temos uma noção da magnitude de Godzilla e seus antagonistas.
Parece que os estragos não são realmente impactantes – apesar de mais de uma cidade ser destruída.

O longa parece ter sido pensado para atingir o maior público possível, quando precisa explicar coisas que não precisamos entender, e que quando explicadas, parecem ainda mais simples do que realmente são.  Algumas frases de efeitos parecem deslocadas, bem como algumas reações exageradas de alguns personagens sem importância.

“Mas nada se salva?!”
Temos aqui mais de uma referencia aos filmes clássicos do réptil atômico, mas que se perdem sendo subaproveitadas em cenas rasas de ação mal pensadas. Por mais de uma vez temos o uso de planos abertos para mostrar a grandiosidade das criaturas, e parece que não há impacto, pelo menos, não como vimos no primeiro filme.
A sensação que tenho é algo parecido com “Pacific Rim”, onde temos um ótimo primeiro filme e um filme apenas razoável na sequencia.
Não é que “O Rei dos Monstros” seja um filme completamente ruim, mas para quem estava com uma expectativa alta, principalmente depois do bom primeiro filme que tivemos, fica a impressão de algo muito aquém do que poderia ser entregue.  Para quem só quer ver “destruição em massa”, pode ser uma boa diversão, apesar de ser menos impactante que o filme anterior, menos interessante que outros filmes em cartaz (sigo indicando “John Wick 3” sem medo de errar e “Detetive Pikachu” para gurizada mais nova) e sem brilho, nem mesmo na cena pós-crédito (sim, depois de duas horas e dez, tu ainda precisa ficar mais uns dez minutos para ver uma cena de trinta segundos que serve de gancho para o próximo filme desta série).

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About Marcus Silveira

Candango de nascença, gaúcho de criação, nosso responsável por cinema é um amante do horror e ficção científica. Sobreviveu a “Jogos Mortais”, conseguiu se manter quieto em “Um Lugar Silencioso” e está pronto para quantas “Guerras Infinitas” surgirem pelo caminho! Viciado em cinema desde quando teve a chance de assistir ao primeiro filme do Batman, com os anos descobriu que queria aprender mais sobre a sétima arte e que falar sobre isso seria sua missão! "Luz, camera, informação!" (mas, sem spoilers!)

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