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Critica – Annabelle 3: De Volta Para Casa

Annabelle surgiu como algo aterrorizante na franquia “Invocação do Mal”, mas não teve o devido “respeito” no primeiro filme em que foi “protagonista”. Com uma sequencia menos pior, será que no terceiro filme a “boneca do mal” consegue entregar algo melhor que “razoável”?

SINOPSE: Os investigadores paranormais Ed e Lorraine Warren mantêm a boneca Annabelle trancada em uma sala de artefatos em sua casa. No entanto, Annabelle desperta outros espíritos malignos e ameaça a jovem filha do casal e suas amigas.

A resposta aqui é “sim”, esse filme é o melhor dos três filmes baseados na história da boneca do mal, mas, levando em conta o que seus antecessores apresentaram, não é algo muito difícil ser “melhor”. A questão é, o quão relevante o filme pode ser, e aqui sim, temos um problema.

Com um plot razoavelmente “oco”, boa parte do filme é conduzido sem de fato ter uma razão para existir, uma vez que os problemas aqui apresentados são resolvidos de maneira genérica ou mesmo flertando com a “sorte”, o que desampara o que vimos nos dois filmes “principais” desse universo – Invocação do Mal, ambos baseados em fatos reais.

A trilha sonora flerta com o cômico, o que não corrobora com o clima de tensão que o filme tenta passar. A sonoplastia entrega um pouco o que poderíamos considerar como ponto forte – os sustos – e isso acaba por atrapalhar também a experiência de imersão no horror que o filme se propõe.

Aqui também temos uma overdose de “manifestações assombradas”, o que faz o impacto da manifestação de Annabelle ficar em segundo plano – ou mesmo irrelevante – com a enxurrada de novos “monstros” perturbando as meninas que tem o azar de ficar na casa enquanto o mal tenta vencer.

Falando das meninas, 80% do filme conta com elas em tela, e para fins de interpretação, não há muito o que pontuar: convencem quando precisam ser apenas “normais”, com seus questionamentos de criança/adolescente e parecem realmente perturbadas com os problemas que precisam enfrentar.
Infelizmente, a participação do casal Warren fica restrita a poucos instantes e não conversa com o que já vimos deles em filmes anteriores. Digamos que falta “peso” no que estamos acompanhando.
A falta de peso é exatamente o que pode ser resumido sobre o filme: temos aqui boas ideias que até que são bem aproveitadas, mas não “pesam”, o que dá uma sensação de “tranquilidade”, o que pode ser bem frustrante para quem busca um filme de terror mais profundo e com algo a dizer.

É ruim? Não, mas poderia ser muito melhor.

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About Marcus Silveira

Candango de nascença, gaúcho de criação, nosso responsável por cinema é um amante do horror e ficção científica. Sobreviveu a “Jogos Mortais”, conseguiu se manter quieto em “Um Lugar Silencioso” e está pronto para quantas “Guerras Infinitas” surgirem pelo caminho! Viciado em cinema desde quando teve a chance de assistir ao primeiro filme do Batman, com os anos descobriu que queria aprender mais sobre a sétima arte e que falar sobre isso seria sua missão! "Luz, camera, informação!" (mas, sem spoilers!)

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